A participação da Nô Kunsi Digital na Feira do Trabalho 2025 da FWBW representou muito mais do que uma presença institucional num evento. Foram dois dias intensos de diálogo, escuta ativa e reflexão profunda sobre o futuro do trabalho na Guiné-Bissau, com especial enfoque na juventude, na educação e no papel transformador da tecnologia.
Num contexto global marcado por rápidas mudanças tecnológicas, automação e novas formas de trabalho, torna-se cada vez mais evidente que o futuro não espera. Ou os países se preparam hoje, ou ficam para trás. Foi precisamente esta mensagem que atravessou grande parte das conversas, painéis e interações ao longo da Feira.




Um espaço para refletir sobre o futuro do país
A Feira do Trabalho 2025 reuniu instituições, organizações, empresas, parceiros internacionais e, sobretudo, jovens. Criou-se um espaço onde foi possível falar de empregabilidade, inovação, bem-estar no trabalho, empreendedorismo social e competências para o futuro.
Para a Nô Kunsi Digital, estar presente neste espaço significou reafirmar um compromisso claro: contribuir ativamente para a construção de um ecossistema digital mais inclusivo, preparado e orientado para o futuro.
Enquanto empresa que atua nas áreas da tecnologia, marketing digital, formação e desenvolvimento de soluções digitais, acreditamos que a transformação do país passa inevitavelmente pela capacitação das pessoas. A tecnologia, por si só, não resolve problemas — são as pessoas, com as competências certas, que fazem a diferença.
Apostar hoje para não ficar para trás amanhã
Uma das ideias mais fortes partilhadas ao longo da Feira foi a necessidade urgente de investir, de forma séria e estratégica, nas novas tecnologias e nas competências digitais. A Guiné-Bissau tem uma população jovem, criativa e resiliente, mas que continua a enfrentar desafios significativos no acesso à formação prática e alinhada com o mercado de trabalho.
Acreditamos que, se o país começar agora a apostar verdadeiramente na educação digital, pode dar passos enormes nos próximos anos, encurtando distâncias e criando oportunidades que hoje parecem distantes. Não se trata de competir com grandes potências de forma tradicional, mas de aproveitar a agilidade, a inovação e o potencial da juventude para criar soluções adaptadas à nossa realidade.
O futuro do trabalho será cada vez mais híbrido, digital e baseado em competências. Preparar os jovens para esse futuro é uma responsabilidade coletiva.
Ouvir os jovens: um passo essencial
Um dos aspetos mais marcantes da Feira do Trabalho 2025 foi a escuta ativa da juventude. As intervenções, perguntas e partilhas dos jovens trouxeram uma visão clara e honesta sobre os desafios que enfrentam diariamente.
Ficou evidente que existem lacunas importantes no sistema de ensino, sobretudo no que toca:
à ligação entre teoria e prática;
ao desenvolvimento de competências digitais;
à preparação para o mercado de trabalho real;
ao acesso a oportunidades de aprendizagem contínua.
Ouvir estas vozes é fundamental. Não é possível desenhar políticas, programas ou formações eficazes sem compreender as necessidades reais de quem está no terreno. Para a Nô Kunsi Digital, esta escuta reforça a importância de desenvolver formações mais práticas, inclusivas e adaptadas ao contexto local.
Educação e tecnologia: uma ligação incontornável
A Feira deixou claro que a educação precisa de evoluir ao mesmo ritmo que o mundo do trabalho. A tecnologia está a transformar profissões, a criar novas áreas e a exigir competências que, há poucos anos, não eram consideradas essenciais.
Competências como:
literacia digital;
pensamento crítico;
resolução de problemas;
criatividade;
comunicação;
aprendizagem contínua.
Estas competências são hoje tão importantes quanto o conhecimento técnico. A educação não pode limitar-se à transmissão de conteúdos; deve preparar os jovens para aprender, adaptar-se e inovar ao longo da vida.
Na Nô Kunsi Digital, acreditamos que educação e tecnologia devem caminhar juntas, não como fins em si mesmas, mas como ferramentas para criar impacto real, melhorar a empregabilidade e fortalecer o tecido económico e social do país.
Tecnologia como ferramenta de inclusão
Um ponto importante discutido ao longo da Feira foi o risco de exclusão digital. À medida que o mundo avança tecnologicamente, aumenta também o risco de deixar para trás quem não tem acesso ou competências para acompanhar essa evolução.
Por isso, falar de tecnologia na Guiné-Bissau implica também falar de inclusão, acessibilidade e equidade. Projetos de formação digital, iniciativas comunitárias e parcerias estratégicas podem desempenhar um papel fundamental na redução dessas desigualdades.
Acreditamos que a tecnologia deve ser usada como uma ferramenta de inclusão e empoderamento, especialmente para jovens e mulheres, criando oportunidades onde antes não existiam.
Empregabilidade, empreendedorismo e impacto social
Outro tema central da Feira foi a relação entre empregabilidade, empreendedorismo e impacto social. Num mercado de trabalho limitado, o empreendedorismo surge muitas vezes como uma alternativa, mas precisa de ser acompanhado de formação, mentoria e acesso a recursos.
Empreender não é apenas criar negócios, mas também resolver problemas reais, gerar impacto positivo e contribuir para o desenvolvimento local. A tecnologia pode ser uma grande aliada neste processo, permitindo escalar soluções, alcançar novos mercados e criar modelos sustentáveis.
O papel da Nô Kunsi Digital
A participação na Feira do Trabalho 2025 reforçou o posicionamento da Nô Kunsi Digital enquanto agente ativo na transformação digital e na capacitação de jovens na Guiné-Bissau.
Continuamos comprometidos em:
desenvolver formações práticas e acessíveis;
criar soluções digitais adaptadas ao contexto local;
apoiar iniciativas de juventude e empreendedorismo;
promover a literacia digital e a inovação.
Acreditamos que o desenvolvimento sustentável passa pelo investimento nas pessoas e no conhecimento.
Construir o futuro com diálogo e ação
A Feira do Trabalho mostrou que existem pessoas, organizações e instituições comprometidas com o futuro da Guiné-Bissau. Criar espaços de diálogo é essencial, mas é igualmente importante transformar essas conversas em ações concretas.
O futuro não se improvisa. Constrói-se com conhecimento, inovação, escuta ativa e colaboração.
Na Nô Kunsi Digital, seguimos com a responsabilidade de continuar a formar, aprender e contribuir para um futuro mais preparado, inclusivo e digitalmente competente para a Guiné-Bissau.








